quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Fordismo



O Fordismo teve seu ápice no período posterior à Segunda Guerra Mundial, nas décadas de 1950 e 1960, que ficaram conhecidas na história do capitalismo como Os Anos Dourados. Entretanto, a rigidez deste modelo de gestão industrial foi a causa do seu declínio. Ficou famosa a frase de Ford, que dizia que poderiam ser produzidos automóveis de qualquer cor, desde que fossem pretos. O motivo disto era que a tinta na cor preta secava mais rápido e os carros poderiam ser montados mais rapidamente.
A partir da década de 1970, o Fordismo entra em declínio. A General Motors flexibiliza sua produção e seu modelo de gestão. Lança diversos modelos de veículos, várias cores e adota um sistema de gestão profissionalizado, baseado em colegiados. Com isto a GM ultrapassa a Ford, como a maior montadora do mundo. Na década de 1970, após os choques do petróleo e a entrada de competidores japoneses no mercado automobilístico, o Fordismo e a Produção em massa entram em crise e começam gradativamente a serem substituídos pela Produção enxuta, modelo de produção baseado no Sistema Toyota de Produção.
Em 2007 a Toyota torna-se a maior montadora de veículos do mundo e pôe um ponto final no Fordismo.
Resumindo: O Fordismo foi iniciado nos EUA onde o ritmo da produção é imposto pelas máquinas, o trabalhador faz um consumo de tarefas especializadas e de participar mais do consumo.



 

Henry Ford 

Henry Ford foi um importante engenheiro americano. Nasceu em 30 de julho de 1863, na cidade norte-americana de Springwells. Faleceu em 7 de abril de1947, na cidade de Dearborn. Produziu seu primeiro automóvel em 1892. Ainda jovem, trabalhava na fazenda do pai, onde era o responsável pela manutenção dos motores dos tratores. Foi nesta época que desenvolveu o talento e o grande  interesse pela engenharia automobilística.
Ford é considerado o primeiro a implantar um sistema de produção em série. O engenheiro americano notou que era muito mais barato e rápido produzir um modelo de automóvel padronizado. De acordo com o sistema fordiano de produção (também conhecido como fordismo), o automóvel passava por uma esteira de montagem em movimento e os operários colocavam as peças. Logo, cada operário deveria cumprir uma função específica. Desta forma, existiam operários para determinadas funções (pintura, colocar pneus, direção, motor, etc). Neste sistema, um automóvel era montado em apenas 98 minutos.
O modelo de automóvel mais famoso produzido por Henry Ford foi o modelo “T”, também conhecido como “Ford Bigode”. Este veículo foi o mais vendido no final do século XIX. Henry Ford foi um grande inventor. Chegou a registrar 161 patentes nos Estados Unidos. Foi o fundador da Ford Motor Company. 



ALGUMAS OBRAS DE HENRY FORD

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Taylorismo


Taylorismo ou Administração científica é o modelo de administração desenvolvido pelo engenheiro estadunidense Frederick Taylor (1856-1915), que é considerado o pai da administração científica. Caracteriza-se pela ênfase nas tarefas, objetivando o aumento da eficiência ao nível operacional. É considerada um subcampo da perspectiva administrativa clássica.

Frederick Taylor

Frederick Winslow Taylor foi um engenheiro mecânico norte-americano, nascido em 1856 em Filadélfia nos Estados Unidos, ficou conhecido como o pai da Teoria Científica do Trabalho (ou taylorismo, designação dada em sua homenagem). Iniciou a sua carreira profissional com 18 anos como aprendiz de mecânico estudando à noite no curso de Engenharia Mecânica. Em 1881, já como engenheiro chefe nas fábricas de aço Midway, e após várias experiências de medição de tempos de execução de tarefas com o objectivo de eliminar ineficiências, introduz um método de produção baseado na produção em série - este método assentava na subdivisão dos processos produtivos em pequenos segmentos ou tarefas, tendentes a eliminar todos os tempos mortos. Complementarmente foi desenvolvido um sistema de prémios diferenciados para os trabalhadores que mais se aproximassem dos objectivos. Em 1890 torna-se Director da Manufacturing Investment Company, tendo depois passado por diversas fábricas onde foi implementados os seus métodos de produção e em 1906, é eleito presidente da Associação Americana de Engenheiros Mecânicos. Em 1911 publica a sua grande obra intitulada "The Principles of Scientific Management" na qual defende os princípios da Teoria da Gestão Científica do Trabalho.
Obra: "The Principles of Scientific Management"


The Principles of Scientific Management, escrito pelo engenheiro norte-americano Frederick W. Taylor em 1911, tem uma importância extrema na gestão enquanto disciplina do conhecimento. De facto, a obra de Taylor teve o mérito de ser a primeira a olhar a gestão como uma actividade separada e perfeitamente identificável. Nela Taylor desenvolve as conclusões das suas investigações sobre a forma mais eficiente de realizar as tarefas individuais, criando aquilo que ficou conhecido como a gestão científica do trabalho. Após ter identificado cada movimento e acções implicadas na realização de cada tarefa, Taylor determina o tempo óptimo para o executar. A partir deste tempo óptimo, o gestor poderia então avaliar a qualidade do trabalho individual.

O livro

O livro de Geraldo Augusto Pinto vem suprir uma importante lacuna para aqueles que querem ter uma melhor compreensão do que significam os termos fordismo, taylorismo e toyotismo. Escrito de modo bastante didático, mas sem perder a qualidade necessária, o autor mostra quais são os principais elementos que identificam e diferenciam o taylorismo e seu controle do tempo, o fordismo e sua produção em série e o toyotismo e sua produção flexível, todas acarretando, entretanto, enormes perdas para os trabalhadores e trabalhadoras.

Referência:
PINTO, Geraldo. A Organização do trabalho no século 20. 2ª edição, Editora expressão popular- SP, 2010.

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